domingo, 17 de setembro de 2017

[Epílogo] 1º Encontro da Família Ramalho em Caraúbas

Na manhã deste sábado (16 de setembro), no Espaço Maria Júlia, em Caraúbas - RN, foi realizado com muito sucesso o Primeiro Encontro da Família Ramalho. Durante o dia uma feijoada completa e deliciosa foi servida e muita gente participando, falando, cantando, com sorteio de brindes e todas as atividades foram um sucesso. Eu também adorei participar!

Parabéns ao primo Wandilson Ramalho, à colunista Tica Soares, a Josemberg Ramalho e aos demais primos da organização do encontro!


Dudé Viana em família no Espaço Maria Júlia


Minha entrevista ao Harrison Sena da TV Caraúbas


A minha irmã Gesamar Benevides ladeada pelas misses de Caraúbas, Thainá dos Santos - 2017 e Vitória Fernandes - 2016.


Luiz Ramalho, Dudé Viana, Josemberg Ramalho e Isaac Ramalho.

O crachá que vou guardar pra sempre na história.


Epílogo - Família Ramalho

João Ramalho: Aventureiro, náufrago e português, pouco se sabe como e quando João Ramalho chegou às costas do litoral sul do Estado de São Paulo. Alguns registros datam sua presença logo em 1512 quando se radicou em São Vicente e fez amizade com os índios e fundou ali a atual Santo André. Casou-se com a índia Bartira, filha do cacique Tibiriçá e se tornou Capitão das terras de Piratininga, atual São Paulo. Era amigo de Martin Afonso e lhe prestou auxilio e informações preciosas sobre a terra e fortificações. Viveu mais de 90 anos e teve muitos filhos. Sua descendência deu origem a árvore genealógica da família paulista.

A família Ramalho já existia no século XV porque Gonçalo Anes Ramalho casou-se com Branca Anes de Queirós, filha de Fernão Álvares de Queirós. Conforme alguns, os Ramalho provém de João Anes Ramalho, casado com Ana de Gouveia, filha de João de Gouveia, senhor de Valhelhas, Almendra, Castelo Melhor, Castelo Bem. Ramalho pela ausência de preposição, mostra vir de alcunha. De Portugal a família passou para Pernambuco, depois para Paraíba e Rio Grande do Norte, onde se fixou na Serra de João do vale, Município de Campo Grande, passando dali para o Vale do Açu, para Macau e Apodi, como nos informa o primo pesquisador João Pegado de Oliveira Ramalho.

O Sr. Ozaniro Eustáquio de Oliveira (Ozaniro Canela) que nasceu e foi criado na fazenda Língua de Vaca e que chegou a conhecer meus avós e irmãos do meu avô Ramalho, conta que: nos fins do séc. XIX Cândido Pedro Ramalho, José Pedro Ramalho, Valério Pedro Ramalho (três irmãos), foram para a Amazônia trabalhar naquelas terras. Os outros irmãos, Félix Pedro Ramalho, Leandro Pedro Ramalho e André Pedro Ramalho, não foram para a Amazônia. Os três irmãos que viajaram, após trabalharem muito tempo tiveram problemas com o patrão e foram vítimas da mão de obra escrava. Eles se acharam prejudicados e resolveram fazer justiça com as próprias mãos. Não se sabe ao certo o que fizeram, mas se sabe que eles obrigaram o devedor a pagar o que lhes devia e, talvez, até o que não devia, porque depois tiveram que voltar para o Rio Grande do Norte as pressas e por medo de serem presos, não foram Campo Grande e sim para a Pedra de Abelha, no Município de Apodi (atual Felipe Guerra), onde já morava o irmão Félix e a única irmã Maria Salomé Ramalho. Em Pedra de Abelha todos se casaram e reconstruíram suas vidas trabalhando na terra, mas continuaram pobres e morando no Sítio Língua de Vaca.

Cândido Pedro Ramalho se casou com Maria da Paz Carneiro (meus avós) e tiveram oito filhos: Raimundo Pedro Benevides (o Raimundo Benevides), Abraão Benevides Carneiro, Francisco Benevides Carneiro (o Chiquinho de André), Pedro Ivo Benevides, Antonino Benevides Carneiro, Luzia Benevides Ramalho, José Daniel Carneiro (meu pai) e Luís Cândido Benevides. Formou assim a junção de várias famílias na cidade de Caraúbas como Fernandes Pimenta, Praxedes, Gurgel, Oliveira e outras.

(Trechos do livro “A Saga Benevides Carneiro”, da minha autoria, que lancei em 2006 e sua segunda edição em 2010).

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