quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Jesuíno Brilhante em Quadrinhos



"Jesuíno Brilhante em Quadrinhos" foi Relançada em Evento do Movimento Patu 2001


Durante o aniversário do Movimento Patu 2001 (1997-2012), ocorrido no Bar do músico patuense Cláudio Saraiva, localizado no cruzamento da Rua Aníbal Brandão com a Rua Sucupira, em Nova Parnamirim, na Grande Natal/RN, no último dia 15 de dezembro aconteceu o relançamento da revista de história em quadrinhos sobre o cangaceiro potiguar Jesuíno Brilhante, com a presença do escritor Aucides Bezerra de Sales que divide a autoria da obra com Emanoel Amaral e Luiz Elson.


                                   Aucides Sales e Epitácio Andrade

O convite para Aucides Sales fazer o relançamento da revista sobre Jesuíno Brilhante partiu do médico psiquiatra e pesquisador social Epitácio Andrade, fundador do Movimento Patu 2001, organização militante de intervenção sócio-política da década de noventa do século passado, que desenvolveu um conjunto de iniciativas desencadeantes de uma nova safra de pesquisas sobre o cangaço pré-lampiônico no oeste do Rio Grande do Norte e fronteira paraibana.

                            Seu Joaquim Oliveira e Dona Carmelita Rocha (1981)

Os trabalhos de campo para a elaboração de "Jesuíno Brilhante em História de Quadrinhos" começaram no início da década de oitenta do século passado, quando os pesquisadores Aucides Sales e Emanoel Amaral foram acolhidos/recepcionados na Fazenda Lajes, na zona rural de Patu, no médio-oeste potiguar, pelo casal formado pelo agropecuarista Joaquim de Oliveira Rocha e pela professora Carmelita Rocha, no ano de 1981, época da primeira edição da revista.

               Aucides Sales com integrantes da diretoria da ACUP DE 1987

Em Patu, terra natal de Jesuíno Brilhante (1844-79) e principal epicentro de suas ações cangaceiras, no ano de 1987 foi viabilizada uma segunda edição da revista com o apoio da prefeitura municipal (Gestão 1983-88) e da Associação Cultural Universitária Patuense (ACUP), que em grandiosa jornada universitária promoveu o seu lançamento. Por ocasião do relançamento da revista no aniversário dos 15 anos do Movimento Patu 2001 e dos 25 anos da grande jornada universitária, o professor Aucides Sales posou para uma fotografia histórica com integrantes da diretoria da ACUP de 1987 (Epitácio Andrade, Giovanni Braga, Tyrone Dantas, Jerônimo Linhares e Canuto Saraiva, representado por seus irmãos Cláudio e Norma e pelo sobrinho Kauê).

Patu no início do século XX

Uma parte do legado deixado pelas pesquisas de campo para a elaboração de "Jesuíno Brilhante em História de Quadrinhos" pode ser sintetizada no resgate da mais antiga fotografia de Patu, capital do cangaço romântico, datada do início do século XX, constituinte do acervo pessoal do escritor e desenhista Emanoel Amaral.

                               Revista na exposição do Movimento Patu 2001

Durante a festa cultural de aniversário do Movimento Patu 2001, a revista "Jesuíno Brilhante em História de Quadrinhos" fez parte de uma exposição de publicações de interesse do movimento, composta por outras obras de Aucides Sales, e pelos livros "Uma Mudança ao Ceará", da escritora patuense Mocinha Saraiva (Em memória), "A Saga Benevides Carneiro" e "Dudé ou Dedé", do escritor caraubense Dudé Viana, e "A Saga dos Limões - Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante", de autoria de Epitácio Andrade, além de uma coletânea de folhetos editados pela Casa do Cordel.

Airene Paiva recebe exemplar de Jesuíno Brilhante em HQ

Sob os olhares atentos do autor Aucides Sales e do músico-anfitrião Cláudio Saraiva, o tabelião de Parnamirim/RN e fomentador cultural Airene José Paiva Amaral recebeu o primeiro exemplar da revista relançada naquela tarde-noite festiva das mãos de Epitácio Andrade, idealizador do Movimento Patu 2001.

Epitácio anuncia a exposição sobre cultura indígena

Ao final do relançamento da revista, o autor Aucides Sales relembrou a parceria com o pesquisador social Epitácio Andrade desde os tempos que era conhecido como "Epitacinho" e fez uma apresentação de um acervo de materiais, objetos e obras ilustrativas da cultura indígena, defendendo a tese de que "a maioria dos personagens envolvidos diretamente com o fenômeno do cangaço tivera descendência e utilizara estratégias indígenas".

                                 Exposição de acervo da cultura indígena


Texto: Epitácio Andrade

domingo, 9 de dezembro de 2012

PATU 2001 - Por Epitácio Andrade

 Movimento Revolucionário Completa 15 Anos (1997-2012)

De natureza sócio-política, de inspiração revolucionária, o Movimento Patu 2001 foi fundado em 18 de outubro de 1997, na cidade de Patu, no sertão do Rio Grande do Norte, por um grupo de ativistas culturais, com o objetivo de fomentar alternativas de desenvolvimento sustentável para a região da caatinga que pudessem repercutir em alguns caminhos da experiência humana no planeta Terra, instigando discussões cosmogônicas e fomentando eventos sobre energia, etnia, comunicação, saúde mental, fenômenos geohistóricos e história das artes.


Uma pesquisa de Dudé Viana


Os preâmbulos do Movimento Patu 2001 estão vinculados à realização da Jornada Universitária de Patu, em 1987, pela Associação Cultural Universitária Patuense (ACUP). Dez anos antes da formulação do movimento, a jornada foi considerado o maior evento sócio-cultural do médio-oeste potiguar, oportunizando inclusive o lançamento do famoso livro "Dudé ou Dedé", baseado numa pesquisa do escritor Dudé Viana sobre o "assalto dos 94 milhões", no início dos anos 80 do século passado, um dos marcos históricos da criminalidade moderna.



                                                         História de Quadrinhos


O fenômeno geohistórico do cangaço pré-lampiônico correspondente ao conflito dos "Brilhantes com os Limões", ocorrido na segunda metade do século XIX, foi alvo das preocupações culturais do Movimento. Antes, porém, nos seus preâmbulos representados pela realização da Jornada Universitária de 1987 foi viabilizada a segunda edição de "Jesuíno Brilhante", em história de quadrinhos, de autoria de Emanoel Amaral e Aucides Sales, que serviu de inspiração para o movimento promover um novo ciclo de investigação histórico-social sobre esta importante passagem da história brasileira, resultando na formulação da dissertação de mestrado: "Lugares de Memória - Jesuíno Brilhante e os Testemunhos do Cangaço no Oeste do Rio Grande do Norte e Fronteira Paraibana" (UFPB 2010), da professora Lúcia Holanda, e no lançamento do livro "A Saga dos Limões - Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante", em julho de 2011, do médico psiquiatra Epitácio de Andrade Filho, fundador do Movimento Patu 2001.


Epitácio Andrade e Quilombolas do Jatobá

. Mobilizador dos segmentos sociais e étnicos menos favorecidos da população sertaneja, o Movimento Patu 2001 iniciou o resgate histórico da comunidade quilombola do Jatobá, cuja imissão coletiva da posse ocorreu no último 20 de novembro de 2012, dia da consciência negra, constituindo-se num dos processos mais avançados de regularização fundiária de uma comunidade tradicional do Brasil.


Visita de Dona Chica Brejeira ao Jatobá


Entre as iniciativas desenvolvidas pelo Movimento na comunidade quilombola do Jatobá, localizada na zona rural de Patu, está a construção das articulações com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), com a participação decisiva do engenheiro agrônomo Francisco Rodrigues (Kavei), e a viabilização da visita da cidadã centenária de maior longevidade já registrada no país, Dona Chica Brejeira (1884-2002), em 1999, quando estava com 115 anos.


Bangalô na estrada do Jatobá


O Movimento Patu 2001 mostrou a riqueza cultural da pobre comunidade quilombola do Jatobá ao mundo com poesia. Num velho bangalô da estrada do Jatobá expôs uma faixa-poema: "Sítio arqueológico do Jatobá a 10 km a frente, há 10 mil anos atrás". Nem só o bangalô da estrada do Jatobá foi alvo das intervenções de faixas-poema do Movimento Patu 2001, mas todo o município. Em 14 de março de 1997, dia nacional da poesia, foi realização o I Encontro dos Poetas Patuenses, com as presenças dos poetas Zé Bezerra e Antônio Apolinário, do cordelista Zé de Alzerina e da poetisa Maria Celi Suassuna Leite, que mais tarde comporia o hino da cidade altaneira.



Hino de Patu RN
Letra/Música: Maria Celi Suassuna Leite

Ao pé e sombra da serra altaneira
Em sol brilhante, Patu ressurgiu
Terra querida, por nós tão amada
Com céu estrelas aurora e luar
Com o teu vento soprando a história {bis}
De esplendor tradição secular

ESTRIBILHO

Nós somos teu povo
Ardente história
Valor cultural
Resistência e memória
Do nascer ao morrer {bis}
Tua glória

II

Teus filhos índios eternos guerreiros
A terra deram denominação
Cariris bravos que primeiro viram
Do fértil solo gigante riqueza
Coma origem de tribo habitante
Deram a Patu tuas almas em nobreza {bis}

 ESTRIBILHO

Nós somos teu povo
Ardente história
Valor cultural
Resistência e memória
Do nascer ao morrer {bis}
Tua glória

III

A nossa terra querida Patu
Linguagem indígena montanha sonora
Somos teus filhos e ti cantamos
Teu belo hino de amor e de glória
Nossos valores somados farão
Constante luta progresso e vitória {bis}

ESTRIBILHO

Nós somos teu povo
Ardente história
Valor cultural
Resistência e memória
Do nascer ao morrer {bis}
Tua glória


IV

Terra de ilustres batalhadores
Que na saudade lembrança mergulha
Vultos históricos, que o tempo levou
Neste hino memória cantar
Cada herói que o nome deixou {bis}
No livro terra em letras lembrar

ESTRIBILHO

Nós somos teu povo
Ardente história
Valor cultural
Resistência e memória
Valor cultural
Resistência e memória
Do nascer ao morrer {bis}
Tua glória

V

Linda muralha da natureza
Resplandecente divina criação
Serra do lima com tanta beleza
O santuário que é o nosso brasão
Salve! Patu, salve! Tua nobreza
Canta teu povo, do amor a canção (bis)

ESTRIBILHO

Nós somos teu povo
Ardente história
Valor cultural
Resistência  e memória
Do nascer ao morrer {bis}
Tua glória


                                               Rádio antigo

Percebendo a efervescência cultural com o surgimento de novas construções sociais, o Movimento Patu 2001 decidiu desencadear um processo de democratização da informação no sertão potiguar, em parceria com o 'expert' em tecnologias da comunicação João Batista de Moura, com o professor Aluísio Dutra e com o cantor Galego Vovô, dentre outros, passando a discutir um instrumental teórico-prático de radiodifusão comunitária, por meio da realização anual de encontros que tematizaram comunicação alternativa com saúde mental, a partir do ano de 1999. Foram realizados encontros no hospital de Janduís, no Santuário do Lima em Patu, na secretaria paroquial de Martins e na Prefeitura de Rafael Fernandes, resultando na implantação de experiências de radiodifusão comunitária que persistem até hoje ou foram alvo da perseguição da repressão oficial dos tempos da década perdida. O último encontro realizado contou com a participação dos usuários do programa "Porque hoje é Sábado" da Rádio Rural de Caicó, uma experiência de rádio-teatro com pacientes em atenção psicossocial.

                            Pedra fundamental da Saúde mental do médio-oeste

Com as presenças das professoras Raimunda Cleonice Dantas, Isabel Saraiva Forte e Vanda Godeiro Carlos, do "artífice de ferro" Luiz Saraiva, do artesão-cantareiro José Pernambuco, de profissionais da saúde e estudantes, o médico psiquiatra e pesquisador social Epitácio de Andrade Filho com sua família, no dia 09 de abril de 1997, comemorou seu aniversário no Hospital-maternidade Dr. Aderson Dutra, lançando a pedra fundamental da saúde mental no médio-oeste do Rio Grande do Norte, o embrião do que seria mais tarde o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS/Patu)


                                         João de Artur com Epitácio Andrade


Realizando duas edições da mostra de etnopsiquiatria, o Movimento Patu 2001 sempre procurou integrar nas suas intervenções o campo cultural com a saúde mental. No resgate histórico do grupo folclórico "O Boi de João de Artur", inventado em 1976, foi possibilitada a alternativa de diversão e arte para os segmentos mais pobres da população. Ao grupo inicial de três brinquedos alegóricos, foram somados a boneca Gabriela e o boneco Cascudão, trazendo ingredientes culturais à manifestação folclórica, que passou a percorrer o nordeste brasileiro e fazer apresentações com grandes nomes da música nacional, como o cantor Lobão, e com artistas potiguares.


João de Artur com Lobão e músicos potiguares


O Movimento Patu 2001 fez importantes parcerias com expoentes do cenário cultural potiguar como o artista multimídia J. Medeiros, autor da obra "Os 100 Terras", usada como estratégia pedagógica para o desenvolvimento da consciência política de trabalhadores rurais, em articulação com Pola Pinto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Messias Targino, e com o artista plástico Ricardo Veriano, autor da tela "Desarme-se", obra que tematiza a questão da violência e que o movimento utilizou como recurso didático para a construção da cultura da paz.


                         
"Desarme-se", de Ricardo Veriano.


Neste próximo dia 15 de dezembro, das 10 as 22 horas, no Bar do cantor Cláudio Saraiva, no cruzamento da Rua Aníbal Brandão com a Rua Sucupira, em Nova Parnamirim, grande Natal, capital do Rio Grande do Norte, os militantes e simpatizantes do Movimento Patu 2001 estarão reunidos para comemorar os 15 anos de conquistas e vitórias, com música, diversão, arte e outros alimentos necessários para a plenitude da existência humana.




terça-feira, 20 de novembro de 2012

Médico Psiquiatra será "escritor-âncora" na Abertura do FLIPAUT 2012



Folclorista João de Artur, "A Saga dos Limões" e o autor
Convidado por Jack d'Emília, articulador do FLIPAUT (Festival Literário Alternativo da Pipa), o médico psiquiatra e pesquisador social Epitácio de Andrade Filho vai trabalhar como escritor-âncora durante a cerimônia de abertura do festival, que ocorrerá na noite de 21 de novembro de 2012, a partir de 19 horas, n'A Cozinha da Pipa', no alto da Rua Gameleira, na Praia da Pipa, localizada no litoral sul potiguar.


Jack d'Emília e Epitácio Andrade
O escritor Epitácio Andrade é responsável por várias produções culturais e na 2ª edição do FLIPAUT, no ano passado, lançou seu livro "A Saga dos Limões - Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante", um ensaio historiográfico sobre os principais algozes do mais célebre cangaceiro potiguar, que resistiram ao recrutamento forçado para a Guerra do Paraguai e participaram ativamente da Insurreição dos Quebra-quilos. 


Escritor Epitácio Andrade
O trabalho de ancoragem do escritor Epitácio Andrade durante a cerimônia de abertura do FLIPAUT 2012 consistirá na facilitação de uma Conferencia, formulação interativa público-convidados de construção do conhecimento sobre a temática da Produção Cultural Independente, que terá a participação de Geraldo Maia, Dudé Viana, Nathalia Guarani-Kaiowá Santana, Josiene Santos, Sandra Almeida, Pola Pinto, Djalma Mota, Edval Bezerra e de Jack d'Emília.


Geraldo Maia

Entre os convidados para a desConferência sobre produção cultural independente está o jornalista e agitador cultural Geraldo Maia, âncora do programa "Cafundó do Maia", da TV Assembléia de Natal, capital do Rio Grande do Norte.


Marujada
A cerimônia de abertura será ilustrada por atividades culturais como a execução do Hino Nacional pela guitarra distorcida de Jimmy Hendrix cover, a apresentação da música "Solo Le Pido a Dios", a cantiga dos dramas folclóricos por Dona Marilu e Dona Arlete  e a apresentação da Marujada de Senador Georgino Avelino/RN.

A conclusão da abertura da 3ª edição do FLIPAUT será com um cortejo cultural até a Praça do Pescador, comandado pelo mestre do folclore João de Artur, acompanhado pela agitação musical da orquestra do maestro Zé de Jesus.


Fonte: Cosmogonia 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dr. Adriano


Médico Lançará Cordéis no FLIPAUT 2012


                 
                                Dr Adriano por Jonas Tito

"O Hospital dos Macacos" e "Sá Patona e A Gripe dos Frangos" são os títulos dos folhetos de cordel que serão lançados pelo médico psiquiatra Antônio Adriano de Medeiros, a partir das 19 horas, do dia 22 de novembro de 2012, quinta-feira, n'A Cozinha da Pipa', localizada no alto da Rua da Gameleira, na Praia da Pipa, no litoral sul do Rio Grande do Norte, como parte da programação do Festival Literário Alternativo da Pipa (FLIPAUT).

Epitácio Andrade e Djalma Mota

A apresentação dos folhetos de Dr. Antônio Adriano será feita por seu colega psiquiatra Epitácio de Andrade Filho, durante a oficina: "Criação Poética em Cordel", que será coordenada pelo trovador Djalma Mota.

                                               Capa: "O Hospital do Macacos"

Epitácio Andrade divide com Dudé Viana a produção cultural dos cordéis e a arte gráfica ficou a cargo de Erick Lima, com editoração da Casa do Cordel de Natal, capital do Rio Grande do Norte.

                                                  Erick Lima e Dudé Viana

Doutor Antônio Adriano de Medeiros é paraibano, de Santa Luzia. Formou-se médico pela Universidade Federal da Paraíba e se especializou em psiquiatria clínica. No folheto "O Hospital dos Macacos" faz uma sátira bem humorada do modelo manicomial, ainda hegemônico no manejo com portadores de transtornos mentais.

                                            Retrato pictórico Dr Adriano

As ilustrações dos folhetos, compostas por um desenho da fisionomia em perfil do médico cordelista e um retrato pictórico, são de autoria do artista plástico caicoense Jonas Tito.

Capa de Cordel de Dr Adriano

O cordel intitulado "Sá Patona e A Gripe dos Frangos" tematiza a questão da homossexualidade de forma engraçada e não-preconceituosa.
Adriano Medeiros está com o livro de poesias "Zoológico Fantástico", no prelo.

Transcrito do blog Cosmogonia, de Epitácio Andrade

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Folclorista patuense João de Artur comandará cortejo cultural na abertura do Flipaut

Dudé Viana, Jack d’Emilia e Epitácio Andrade

Depois de frutífera reunião envolvendo os escritores Dudé Viana e Epitácio Andrade com Jack d’Emília, articulador do Festival Literário Alternativo da Praia da Pipa (Flipaut), na sua 3ª edição, ficou proposto que o folclorista patuense João de Artur será convidado para comandar um cortejo cultural pelas ruas daquela paradisíaca praia do município de Tibau do Sul, localizado a 80 km de Natal, capital do Rio Grande do Norte, durante a abertura oficial do evento, que ocorrerá no período de 21 a 25 de novembro de 2012. 

O mestre João de Artur comanda um grupo folclórico desde 1976, com história de dedicação a cultura popular a partir do município de Patu, no sertão do médio-oeste, para todo o Rio Grande do Norte e para o nordeste brasileiro, levando alegria e diversão para o povo, com seus brinquedos alegóricos, confeccionados na sua própria oficina de produção cultural. Compõem o seu grupo um boi de cortejo, um jaraguá, a boneca Gabriela e o boneco Cascudão, que homenageia Câmara Cascudo, além de sua inseparável burrinha.


João de Artur e Epitácio Andrade no show de Dudé Viana em Caicó

 Em Caicó, na região seridó potiguar, no ano de 2002, o folclorista João de Artur teve participação marcante no show do cantor Lobão ao lado de vários músicos do Rio Grande do Norte.


João de Artur ao lado de Lobão e músicos potiguares

Para o FLIPAUT 2012, o folclorista João de Artur está prometendo contagiar a Praia da Pipa com diversão e arte, comandando um cortejo cultural em parceria com a orquestra do maestro José de Jesus, do município de Senador Georgino Avelino, também localizado no litoral sul potiguar.


Texto: Epitácio de Andrade, Médico Psiquiatra e Pesquisador Social.
Editado por William Felix de Andrade.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Circo e Reabilitação Psicossocial - O Caso do Palhaço Tutti-fruti

Alberi Silva, psiquiatra Epitácio e arte-educador Aucides

O policial militar reformado Alberi Silva está reafirmando, a cada instante, a importância da atividade circense no seu processo de reabilitação psicossocial, como ocorreu num simpósio sobre saúde mental, arte circense e culturas indígena/cigana, realizado em 27 de março de 2012, dia nacional do circo, no município de Senador Georgino Avelino, no litoral Sul do Rio Grande do Norte.
Em parceria com o médico psiquiatra e pesquisador social Epitácio Andrade, do quadro de oficiais de saúde da Policia Militar, e com o arte-educador Aucides Bezerra de Sales, pesquisador da Fundação Cultural José Augusto, o trio de profissionais elaborou uma comédia envolvendo palhaços para ser apresentada numa atividade recreativa do referido simpósio, dedicada a crianças e adolescentes, cujo objetivo é intervir no problema do assédio escolar (Bullying).

Reunião no Centro Clínico da PM
O projeto vem recebendo o incentivo da diretoria de saúde da Polícia Militar, que se reuniu com a equipe no centro clínico, com a presença do coronel Ricardo Souza, diretor da unidade de saúde, quando foi entregue material informativo e justificativa sobre o papel reabilitativo das ações desenvolvidas pelo policial reformado Alberi Silva, que conta com o suporte sócioterápico do psicólogo Alexandre Bosco de Oliveira Silva.

Pipocão e Tutti-frut
Com o intuito de desenvolver um instrumental teórico-prático de enfrentamento ao problema representado pelo assédio de escolares na faixa etária de 07 a 14 anos, formulou-se um esquete cênico para os palhaços “Tutti-fruty” & “Pipocão”, com adaptação de textos circenses e polêmicas sobre alimentos industrializados e naturais, para que num espetáculo interativo com a platéia formada por escolares e professores, possa se realizar uma comédia anti-bullying.

Com crianças após apresentação da comédia
“Bulindo cum eu – Uma Comédia Anti-bullying” é um espetáculo com duração aproximada de uma hora e os palhaços são incorporados pelo arte-educador Aucides Sales e pelo artista circense e policial militar reformado Alberi Silva, sendo registradas as observações comportamentais da platéia escolar, previamente conhecida por meio de contatos com a docência, pelo médico psiquiatra Epitácio Andrade e pelo psicólogo Alexandre Bosco. 
Trabalho sendo apresentado em evento nacional

Este trabalho sobre prevenção da violência escolar que é protagonizado pelo palhaço Tutti-fruty, incorporado pelo policial reformado Alberi Silva, em parcerias com escolas, conselhos tutelares e outras instituições já conta com mais de uma dezena de apresentações em várias cidades do Rio Grande do Norte e foi apresentado, na forma de pôster, pelo psiquiatra Epitácio Andrade na II Mostra Nacional de Práticas Psicológicas, no período de 20 a 22 de setembro de 2012, no centro de convenções do Anhembi, em São Paulo/SP.

Texto: Epitácio de Andrade. Médico Psiquiatra e Pesquisador Social
Editado por William Felix de Andrade